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Taxa Selic: análise do comportamento em 2018 e projeções para 2019

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Por Leonardo Faria Lima – Departamento Econômico ACMinas

O Copom, Comitê de Política de Política Monetária do Banco Central, realizou oito reuniões durante 2018, no entanto, em apenas duas oportunidades promoveu a redução da taxa Selic. O primeiro recuo foi efetivado no dia 07 de fevereiro, com a realização de um corte de 0,25 ponto percentual, ou seja, de 7,00% para 6,75% ano. Na segunda oportunidade (21 de março) efetivou-se a contração da taxa de 6,75% para 6,5% ao ano, assim, a Selic atingiu o menor patamar da série histórica do Banco Central. Nas demais reuniões, o Comitê decidiu lançar mão da manutenção do percentual. 
 


                                                                   
 

As medidas estruturadas durante o ano objetivaram reduzir os juros e ampliar o mercado de crédito. Além disso, a execução de uma política monetária expansionista buscou auxiliar a recuperação da economia brasileira por meio do estímulo aos investimentos e consumo.

 

A redução da Selic e sua manutenção em um nível baixo somente foram possíveis devido à elevada ociosidade do capital e do emprego, contexto que reduz a demanda e gera uma menor pressão inflacionária. O cenário externo sem fortes turbulências também contribuiu para a execução da política monetária proposta pelo Banco Central.

 

Contudo, a continuidade e uma possível redução da taxa Selic em 2019 dependerá de dois fatores: a execução das reformas necessárias para efetivar o reequilíbrio fiscal das contas governamentais e a estruturação de um cenário internacional estável. Por isso, o Banco Central defende a postura de “cautela, serenidade e perseverança” ante as próximas medidas a serem executadas. 

 

Perante o crescimento de 1,1% do PIB no ano de 2018, alguns analistas defendem que será necessário promover mais um corte da Selic em 2019, com o objetivo de dar mais tração à expansão da atividade econômica.

 

O que é a taxa Selic?

A taxa de juros básica da economia brasileira é um indicador que direciona o comportamento das demais taxas de juros do mercado. A Selic é o principal instrumento de política monetária e econômica do país, sendo obtida ante o cálculo da taxa média ponderada dos juros praticados pelas instituições financeiras.


Ela incide sobre títulos públicos federais, se estiver em um patamar mais elevado os bancos comerciais irão preferir comprar mais títulos, ao invés de expandir a atividade creditícia.


Por meio da Selic, o governo é capaz de controlar a liquidez da economia, expandindo ou contraindo os meios de pagamentos. Para conter um aumento sistemático do nível de preços (inflação), o governo federal pode lançar mão da elevação da taxa, arrefecendo assim o mercado de crédito e, consequentemente, o consumo.

 

E uma eventual redução da taxa Selic, além da proporcionar a ampliação do mercado creditício, é salutar para contas públicas. Porque os juros menores reduzem os dispêndios com o financiamento do déficit público, ou seja, as despesas com o pagamento dos juros da dívida pública são diminuídas, promovendo benesses ao processo de reequilíbrio das contas do governo federal.

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