CARO ASSOCIADO

O grande paradigma das organizações

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“Cultura organizacional muda ou não muda?” Com essa indagação, a professora e consultora Betania Tanure – que juntamente com o empresário e vice-presidente da ACMinas Paulo Brant conduziu o novo encontro do Clube de Ideias – propôs uma dinâmica aos participantes do II Fórum Empresário Empreendedor, projeto formulado e coordenado pela professora Tatiane Guimarães, do Uni-BH.

Para a palestrante, somente três situações geram mudanças na cultura nas organizações. “A primeira”, afirmou, “é a fusão ou aquisição que, no entanto, não resulta necessariamente em mudança cultural. A segunda é a troca do presidente da empresa, que novamente não implica automaticamente em mudança. E, por último, situações de crise econômica e/ou financeira, momentos em que as organizações ou mudam ou morrem. Os empreendedores têm que enxergar a crise ou senti-la antes que ela se instale. Algumas organizações desaparecem exatamente por não conseguirem uma nova forma de ser e de fazer”.

Tanure, que entre outros títulos detém os de doutora pela Brunel University, da Inglaterra, e de professora de cursos de mestrado e doutorado na PUC Minas, refletiu também sobre o conceito de cultura organizacional. “É o jeito de ser e de fazer de uma empresa, com o apoio e a influência de dois pilares: os dirigentes e a cultura do país onde a empresa está inserida”, informou.  “Na cultura brasileira temos três fortes traços: somos flexíveis e relacionais, e a forma como lidamos com o poder influenciam a cultura.”.

Prosseguindo, a professora levantou outra questão: “o que diferencia uma organização de outra? As pessoas? Não. A inteligência competitiva? Também não. O que as  diferencia mesmo é a cultura, pois esta não há como copiar”, disse.. “A Ambev, por exemplo, passou anos sendo uma empresa que tinha consistência na sua cultura, era referência. E hoje seu problema é exatamente a cultura. Ela não evoluiu o suficiente para acompanhar o movimento das relações sociais.”

Em um segundo momento Betania Tanure provocou um debate com Paulo Brant sobre a sua visão de empresário: “Estamos vivendo a quarta Revolução Industrial”, afirmou. “Ela traz a maior mudança tecnológica na história da humanidade, com uma fusão de tecnologias em que os mundos digital, físico e biológico estão vendo suas fronteiras ser derrubadas. É uma transformação profunda e ampla”.  

 “O grande dilema das empresas está em que de um lado temos uma perspectiva de mudança tecnológica fantástica e, de outro, um mindset das pessoas ainda muito preso ao velho mundo”, prosseguiu. “E não é fácil que a mudança aconteça de uma hora para outra. Há de se ter cuidado e perseverança para que se consiga reduzir o gap entre o mundo da tecnologia e o mundo cultural”, pontuou. 

Tanure concluiu com um conselho: “precisamos ser protagonistas das nossas carreiras. Não esperem que o governo ou seu chefe desenvolvam as suas competências e o seu futuro. Seja o protagonista da sua vida profissional”.

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