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IPCA obteve alta de 0,19% em julho, conta de luz foi a grande vilã

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Leonardo Faria Lima – Economista ACMinas

 

A inflação mensurada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) apresentou variação positiva de 0,19% em julho. Este é o menor percentual registrado para o mês desde 2014 - período no qual ocorreu uma diminuta alta de 0,01%.
 
No ano ou em 7 meses o indicador acumula alta de 2,42%. No acumulado dos últimos 12 meses, houve o recuo de 3,37% para 3,22% - percentual abaixo da meta inflacionária estipulada para 2019 (4,25%). O atual cenário da inflação doméstica fortalece as perspectivas de novos cortes na taxa Selic, ou seja, da continuidade dos estímulos monetários.

                                                 

Inflação por grupo de produtos e serviços

 

A Conta de luz foi a grande vilã da inflação de julho. Ela detém um impacto de 0,17 ponto percentual no indicador.

A energia elétrica, em média, ficou 4,48% mais onerosa, o aumento é justificado pela alteração tarifária, pois, foi efetivada a cobrança da Bandeira Amarela, que eleva a conta de luz em R$ 1,50 a cada 100 kWh.

Ante às principais quedas, o recuo de preços nos grupos de vestuário (-0,52%), transportes (-0,17%) e saúde e cuidados pessoais (-0,20%) foram preponderantes para atenuar a inflação de julho.

No âmbito do vestuário, a queda é ratificada pelas promoções das trocas de coleções.  Já nos transportes, o recuo foi estimulado pela queda de preços dos combustíveis (-2,79%), especialmente da gasolina (-2,80%).



Variação de preços (Produtos e Serviços)

 

Alimentação e Bebidas: 0,01% (0 ponto percentual)

Habitação: 1,20% (0,19 p.p.)

Artigos de Residência: 0,29% (0,1 p.p.)

Vestuário: -0,52% (-0,03 p.p.)

Transportes: -0,17% (-0,03 p.p.)

Saúde e Cuidados Pessoais: -0,20% (-0,02 p.p.)

Despesas Pessoais: 0,44% (0,05 p.p.)

Educação: 0,04% (0 p.p.)

Comunicação: 0,57% (0,02 p.p.)

 

*Conta de luz pertencente ao grupo habitação.

** Pontos percentuais: p.p..

Fonte: IBGE


 

Inflação por regiões

Seis das 16 regiões pesquisadas pelo IBGE obtiveram deflação em junho. O menor índice foi observado em Goiânia (-0,22%) e em Rio Branco (-0,21%). A região metropolitana de Porto Alegre (0,54%) obteve a maior alta, seguida por seguida pelo Rio de Janeiro (0,30%) e São Paulo (0,28%).


Índices regionais
 

Porto Alegre: 0,54%

Rio de Janeiro: 0,30%

São Paulo: 0,28%

Belo Horizonte: 0,23%

Brasília: 0,22%

Recife: 0,19%

Aracaju: 0,13%

Vitória: 0,04%

Curitiba: 0,04%

Belém: 0,03%

Campo Grande: -0,01%

Salvador:-0,14%

Fortaleza: -0,15%

São Luís: -0,16%

Rio Branco: -0,21%

Goiânia: -0,22%

Fonte: IBGE

 

Previsão para 2019

 

Para 2019, as principais instituições financeiras do país acreditam que o IPCA apresentará variação positiva de 3,76%, percentual aquém da meta governamental estipulada para a inflação do período ( 4,25%). 

A informalidade no mercado de trabalho, o grande contingente de desempregados e ociosidade da capacidade produtiva reduzem a demanda por bens e serviços e, consequentemente, acarretam uma menor pressão sobre o nível de preços. Assim, as perspectiva edificada pelo mercado financeiro é condizente com o desempenho do cenário inflacionário.

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