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Diário do Comércio replica artigo do presidente da ACMinas

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Artigo do presidente da ACMinas, Aguinaldo Diniz Filho, publicado na edição de 5 de julho do Diário do Comércio, foi citado no editorial “Acordo, desafio e oportunidade”, publicado pelo jornal em sua edição do dia 6, no qual avaliou os efeitos do acordo Mercosul-União Europeia – tema abordado por Diniz.
 “Sem mudanças rápidas, sem que o País se modernize como reclamou o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Minas, Aguinaldo Diniz Filho, em artigo publicado neste jornal, os riscos poderão ser maiores que os benefícios esperados”, cita o jornal.

            Leia aqui a íntegra do editorial do Diário do Comercio.

EDITORIAL | REFORMAS AGORA SÃO IMPOSITIVAS

Conforme comentado neste espaço, o acordo de livre comercio entre o Mercosul e a Comunidade Europeia representa uma oportunidade, mas também uma ameaça. A competição, em princípio, será entre desiguais e, do ponto de vista dos interesses brasileiros, exigirá mudanças consistentes e rápidas, capazes de reduzir o sempre comentado, mas nunca atacado, custo Brasil. Assim avaliam representantes da indústria de material de transporte, que, mantidas as condições atuais, seria inviabilizada pelas novas regras, o mesmo acontecendo com as importações de países não europeus.

Consumado o acordo bilateral, entendem os industriais brasileiros que sua efetiva implantação, depois da chancela parlamentar, demandará pelo menos mais dois anos, podendo chegar a três. Este é o tempo que o País tem para ganhar produtividade e reduzir custos, equilibrando tanto quanto possível a concorrência com os europeus. Se não mudarmos, se as tão faladas reformas estruturais não forem afinal encaminhadas, se o Brasil não estiver preparado, fatalmente os riscos serão maiores que as oportunidades, resume Luiz Carlos Moraes, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), fazendo coro com o presidente da Associação Comercial de Minas.

Será preciso avançar muito além da reforma do sistema previdenciário, hoje no centro das discussões, e colocar em pauta, agora para valer, também a reforma do sistema tributário e sua simplificação. Será o ponto de partida para a redução do custo Brasil, avanço que seria completado com medidas que facilitem os processos de importação e exportação, os procedimentos aduaneiros, num esforço realístico também para a desburocratização do ambiente de negócios. Se nada disso acontecer, se não houver um choque de produtividade no País, a indústria local fatalmente sucumbirá, num processo regressivo que nos reserva apenas a condição de fornecedores de bens primários.

Como também já foi dito, o anúncio do acordo, alcançado depois de duas décadas de penosas negociações, foi acompanhado de projeções otimistas sobre seus resultados práticos, na forma de incremento do comércio externo brasileiro, inclusive com acesso a novos mercados. Pode ser verdade, mas desde que bem compreendida a verdadeira natureza do passo que está sendo dado. É absolutamente fundamental que esse novo ambiente seja bem compreendido nas suas oportunidades e também nas suas ameaças.

Tudo isso e mais a certeza de que agora o Brasil não tem mais como postergar as mudanças que reconhece necessárias para ganhar competitividade. E tudo isso, como já alertam empresários, a ser cumprido num prazo máximo de três anos.

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