[Série] Como iniciar sua carreira de empreendedor (sem dinheiro ou experiência) – Parte II

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Na última quarta-feira você pôde conferir a primeira publicação da série “Como iniciar sua carreira de empreendedor (sem dinheiro ou experiência)”.

No texto anterior, focamos no tópico “1 – Identificando uma ideia de startup lucrativa”, contemplando os principais pontos para quem se sente perdido no caminho do empreendedorismo e sem saber por onde começar.

Hoje falaremos sobre os tópicos 2,3 e 4:

“Validando sua ideia”

“Obtendo financiamento para iniciar o negócio”

e “Incorporando seu negócio”

Preparado? Então vamos lá!

Chegou a hora de validar sua ideia de negócio

Nessa fase você já tem sua ideia de produto/serviço, e isso é excelente. Mas não é hora de se dar por satisfeito. Antes de se vangloriar com aquela que pode ser a próxima sensação do mercado, você precisa saber se outras pessoas realmente vão querer comprar esse produto de você (nessa fase, amigos e familiares não contam, hein?!).

Aqui é onde a ideia do seu produto entra em jogo. Falamos da versão simples e básica do seu produto ou serviço disponível, já que ele é funcional o suficiente para satisfazer os primeiros clientes. Depois disso, você terá uma ideia do que será possível melhorar à medida que o tempo passa.

Fazer entrevistas com potenciais clientes (público-alvo) é uma opção viável. Que tal fazer uma demonstração para eles do seu produto? Além disso, questione:

⇨ O que você gosta nele?

⇨ O que você não gosta nele?

⇨ Quanto estaria disposto a pagar por ele?

⇨ Com que frequência usaria? (dentre outras perguntas que poderão ser necessárias, dependendo do tipo de produto ou serviço que você for comercializar).

Outra dica interessante é listar os problemas que você supõe que seu produto resolverá e, em seguida, peça opiniões e uma classificação de cada um dos problemas apontados. Caso queira testar o real interesse do mercado antes de criá-lo, desenvolva uma landing page que contenha uma descrição detalhada e assertiva sobre o produto ou serviço que você venderá. Nela você poderá colher endereços de e-mail, em troca de um acesso antecipado, por exemplo, ou assinatura, desconto, atualizações pertinentes ou uma oferta bem atraente, a fim de converter o usuário.

Em seguida, compartilhe! Pode ser nas redes sociais, por meio de anúncios pagos ou outros meios que você julgar interessantes para divulgação. Depois é só avaliar quantos visitantes se converteram em inscrições.

Onde encontrar um co-fundador?

 Se você decidir que quer um co-fundador, seu próximo passo é sair em busca dele. Que tal olhar primeiro dentro de sua própria rede de amigos ou conhecidos? Escolher alguém que você já conhece ou que foi indicado por pessoas próximas a você é muito menos arriscado do que um desconhecido.

É claro que você não precisa pensar dessa maneira, afinal, existe também a chance de convencer um desconhecido a investir em você e no seu projeto, principalmente se ele se encantar com a ideia. No entanto, se não houver sucesso nesse tipo de procura, existem alguns sites de “co-fundadores de correspondência” que você também pode recorrer, veja abaixo:

Co-FundadoresLab

Founder2be

FounderNation

Outra dica importante e que ajuda nessa procura é participar de eventos de empreendedorismo locais ou até mesmo no exterior, a fim de conhecer possíveis parceiros em potencial.

Principais maneiras de levantar fundos para iniciar sua ideia

 1. Peça sua família e amigos para investir em seu negócio

 É comum que no início da carreira de empreendedor alguns empresários conversem com amigos e familiares para levantar o investimento inicial para colocar sua ideia em prática. Eles geralmente fazem qualquer tipo de acordo em que todos saem ganhando nessa participação.

Por exemplo, se um primo concorda em investir, ele recebe 4% da empresa, depois de ajudar com R$ 12.000,00. E além disso, muitos também vão em busca de empréstimos pessoais, com ou sem juros, ou até mesmo de doações, afinal, nesse momento, tudo vale para colocar sua ideia em prática.

2. Procure em plataformas próprias de crowdfunding

 O Kickstarter, Indiegogo, GoFundMe, Fundable entre outras plataformas permitem que você receba investimentos por meio de uma campanha on-line. Esse método não apenas gera capital, como também ajuda a obter feedbacks antecipados sobre seu produto, além de reconhecimento da marca e, às vezes, se você tiver um produto que seja interessante aos olhos dos outros, tudo tende a dar certo.

3. Já ouviu falar de Investidor-anjo?

Investidores-anjo procuram empresas em estágio inicial para que possam investir, e não estamos falando de pouco dinheiro, hein! Geralmente investem até 10x mais do que qualquer empreendedor espera como ajuda. Os investidores-anjo procuram ideias reais de bons produtos ou serviços e que apresentam alto potencial de consumo.

 Esses investidores costumam ser extremamente diligentes quando optam por investir em empreendedores, mas é imprescindível que você seja capaz de ser transparente, por meio de um sólido plano de negócios. Junto com o investimento de um anjo, você terá não só acesso aos seus conhecimentos, mas também às suas conexões, que podem ser extremamente valiosas para você.

 4. O cartão de crédito é uma opção arriscada, porém válida nesse momento

 Sabemos que não é uma boa ideia usar o cartão de crédito para pagar qualquer tipo de despesas empresariais – a menos, é claro, que você tenha condições de pagar o saldo devedor dentro do tempo hábil.

Mas infelizmente, às vezes é preciso arriscar para conseguir dinheiro rápido e fácil. Por outro lado, é possível que você sacrifique sua pontuação de crédito e acumule dívidas do cartão, prejudicando até mesmo o seu negócio, a médio e longo prazo (sem mencionar sua saúde financeira pessoal).

Essa é a hora de incorporar seu negócio

Em um determinado momento, você precisará decidir se deseja incorporar seus negócios. Como proprietário único, você e sua empresa são considerados uma coisa só, não é mesmo?

Depois da incorporação, ela se separará de você, do ponto de vista legal. Partindo desse ponto de vista, é como se agora ela fosse livre para comprar e vender propriedades, pagar impostos, processar e ser processada, fazer novos contratos, dentre outras.

1.1 – Quais são as vantagens de incorporar?

 Primeiro, e mais importante, tomar essa atitude protege você de dívidas e outras obrigações. Os credores, normalmente, só podem cobrar bens relacionados à empresa e não seus bens pessoais como casa, carro, conta bancária e assim por diante.

Legalmente, você também não é responsável por todas as ações que acontecem na empresa, por exemplo. No entanto, como você teoricamente é o único proprietário, qualquer pessoa que processe sua empresa, também estará processando você. A empresa em si permite que você venda ou transfira ações, além de aceitar investimentos externos ou adquirir um novo parceiro/sócio.

Feito isso, é hora de partir para outros tipos de responsabilidade, como um bom planejamento estratégico que te ajudará na hora traçar estratégias a curto, médio e longo prazo. Não há dúvidas de que, se seu produto ou serviço suprir a necessidade de uma demanda emergente, ele fará o sucesso devido no mercado.

 

Esperamos que essa segunda parte da série “Como iniciar sua carreira de empreendedor (sem dinheiro ou experiência) possa servir como um plano útil para iniciar seu próprio negócio, a fim de clarear e educar um pouco mais aqueles que ainda não fazem ideia de por onde começar.

Quer saber mais sobre esse assunto? Continue acompanhando o blog da ACMinas e confira os próximos conteúdos.

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