Empreendedorismo Feminino: a realidade do mercado para elas no Brasil

Decidir empreender é algo que envolve muito planejamento e inseguranças, afinal de contas está investindo além de seu tempo e dinheiro, uma de suas maiores apostas, investir no seu sonho. Empreender por si só é difícil e para o empreendedorismo feminino além dos desafios já citados o agravante é que, em alguns espaços, o fator complicador da realização das ambições delas, é o preconceito.

Em pesquisa realizada pelo SEBRAE trouxe para o foco da discussão a realidade do empreendedorismo feminino no Brasil e apontou que, no ano de 2018, o Brasil teve a 7ª maior proporção de mulheres nos Empreendedores Iniciais (em 49 países). Mesmo com índices tão promissores a conversão de empreendedoras em donas de seu próprio negócio é 40% mais baixas, quando comparadas aos homens. Além de existir uma desistência maior.

Mas porque isso ainda acontece? Em um país em que mulheres sofrem desigualdades por ser mulher, infelizmente, o mesmo ainda pode ser visto no setor empresarial o que dificulta a trajetória delas somado aos demais fatores a serem expostos na construção de uma carreira no setor empresarial.

A pesquisa apontou que elas (44%) empreendem por necessidade, o que já diz muito sobre o contexto social em que a grande maioria está inserida, na maioria das vezes sem nenhum tipo de aporte financeiro ou segurança para tal processo.

Quando é falado na expressão “donos de negócio” as mulheres correspondem  a apenas 34% dos 27,4 milhões do proprietários. Sendo em geral mais jovens em comparação com o mercado masculino (43,8 contra 45,3 anos), as empreendedoras assumem cada vez mais a postura de “chefes de domicílio”, são as responsáveis pelo provimento do sustento do lar do qual fazem parte.  Conciliando a realidade de ser arrimo de família e muitas vezes a carga psicologia e física da manutenção da casa. Para dar conta dessa rotina elas trabalham menos horas e ganham menos que os homens.

Um fator que chama a atenção é que mais de 2/3 das mulheres donas de negócio trabalha sem CNPJ, e poucas têm sócios (19%) e, quando têm, o número de sócios é baixo. O trabalho em casa é outra característica que chama atenção do trabalho por elas empreendido.  Esses pontos trazem nossa discussão para os avanços em prol da igualdade no mercado que ainda precisam ser alcançados. As mulheres estão presentes a frente de negócios menores enquanto os postos de liderança nas grandes empresas ainda são ocupados por homens.

Outro agravante é o investimento financeiro, mesmo tomando menos empréstimos elas recebem taxas de juros maiores, mesmo que a sua taxa de inadimplência seja menor, demonstrando que muito ainda tem a ser conquistado para o fortalecimento da presença delas no setor. Apesar dos empecilhos apresentados quase metade dos MEI existentes no país são mulheres (48%).  Elas vêm se destacando em setores como os de beleza, moda e alimentação.

E você mulher quer empreender ou já faz parte deste setor? Conta pra gente!

E não deixem de acompanhar tudo o que acontece no Conselho Empresarial da Mulher Empreendedora ACMinas.

 

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