Você sabe qual a diferença entre modelo de negócio e modelo de gestão?

Muitas pessoas, incluindo empresários, acreditam que modelo de negócio e modelo de gestão são apenas duas formas diferentes de falar a mesma coisa. Não são! Para evitar o engano, separamos os dois conceitos para posteriormente explorar alguns bons modelos de gestão que você pode adotar para sua empresa.

Vamos lá!

O que é modelo de negócio?

O modelo de negócio é uma ferramenta de estruturação para a empresa que possibilita a definição das principais diretrizes que nortearão suas atividades, seus processos e atuação no mercado.

O modelo serve para visualizar toda a empresa de forma estruturada, de maneira que você possa organizar todos os elementos que compõem o negócio. Essa visão possibilita definir as estratégias de posicionamento no mercado e entender como alcançará seus lucros. Os principais pilares para um modelo de negócios eficiente são:

1 – Modelo de proposta de valor, ou seja, o que a empresa vai entregar para o cliente.

2 – Modelo de interface com o consumidor, ou seja, como a empresa vai atingir e se comunicar com seus clientes.

3 – Operação: como a empresa vai trabalhar para criar o objeto de valor para o cliente.

4 – Estratégia: os meios pelos quais a empresa irá atingir os objetivos traçados. Por exemplo, como a empresa trabalhará o marketing para atrair clientes, como pretende realizar as vendas, quem terá como fornecedores, entre outros pontos estratégicos.

5 – Modelo econômico: como a empresa irá sanear seus custos, obter credores, pagar suas contas, receber e gerar lucros.

De forma bastante concisa, o modelo de negócios serve para a empresa alinhar o seu funcionamento para que ela exista de fato e obtenha lucro.

E o que é modelo de gestão?

Já o modelo de gestão, assunto no qual nos aprofundaremos um pouco mais neste texto, tem sempre em vista o processo administrativo do dia a dia da empresa. Procura oferecer parâmetros inteligentes para o entendimento da liderança e dos processos internos. O modelo de gestão visa estabelecer metodologias de trabalho eficientes e vencedoras.

Quais são os modelos de gestão mais utilizados e comprovadamente eficientes da atualidade?

A gestão baseada em resultados

A gestão baseada nos resultados é um modelo administrativo voltado para o desempenho e a conquista das metas traçadas por líderes e equipes, em conjunto. Para implantar uma gestão por resultados eficiente, é importante confiar que os processos da empresa estão corretos e que os objetivos sejam alcançáveis.

Este modelo tem como diferencial o grande poder motivacional que contagia os envolvidos quando vislumbram as conquistas que podem ser alcançadas. Os líderes devem ter uma participação bastante ativa na gestão, no acompanhamento, motivação e luta pelos resultados.

A estratégia será fundamental. Portanto, é necessária uma definição de metas e objetivos com um ótimo planejamento de suporte, que defina os planos e ações necessárias para lograr os êxitos pautados inicialmente. Cada fase do processo e cada setor da empresa deverá ter metas e objetivos bem estabelecidos. Posteriormente, cada um deles deve ser cobrado de acordo com o cumprimento ou não de suas metas.

O planejamento também servirá para que o desempenho seja comparado à meta inicial delineada. Assim, os colaboradores poderão receber o feedback e contrastar seu desempenho real com as expectativas iniciais.  Entre as grandes vantagens do modelo de gestão por resultado estão a obrigação por parte dos líderes de estabelecerem metas realistas, e, por parte dos colaboradores, do completo engajamento e comprometimento com as atividades para que elas rendam os frutos esperados.

modelo de gestão: resultados e processos

Além disso, este método deixa claro para os colaboradores o que é esperado deles, como devem agir e o que será deles cobrado posteriormente, sem margem para dúvidas. As avaliações de desempenho periódicas permitem mudanças orientadas e assertivas. As mudanças devem ser feitas com critério. É necessário tempo e metodologias adequadas para avaliar a qualidade do trabalho.

Quando necessárias, as alterações de processos devem ser ágeis, para tornar a empresa mais competitiva e manter a motivação em alta. Sejam elas nas metas estabelecidas, se for constatada uma desproporção nas expectativas, na produtividade, caso a avaliação mostre que a produção está aquém do possível e desejável. E as mudanças devem ser feitas sem receios e demora.

E como funciona a gestão por processos?

Como já ficou claro pela nomenclatura, a gestão por processos tem como fio condutor a organização interna. Esse mecanismo de gestão é caracterizado pela preocupação com cada detalhe e função de todos os departamentos da empresa, visando sempre a otimização da produção para garantir a entrega de um excelente produto ou serviço.

As metodologias e processos da empresa devem ser eficientes e baseadas em estratégias lógicas, que propiciem maior agilidade, produtividade e lucros. Idealmente, deve-se sempre consultar a equipe quanto à eficiência dos métodos estabelecidos e esse deve ser um dos feedbacks colocados em perspectiva para análises e mudanças.

É fundamental o conhecimento e o mapeamento completo de cada processo, resolução e execução praticada pela empresa. Além disso, é necessária a coleta inteligente de informações e dados que permitam avaliações consistentes sobre a eficiência dos métodos empregados.

Os processos devem ser sempre uniformizados e completamente compreendidos por todos os colaboradores e serem pormenorizados pelos especialistas em suas funções mais específicas. A integração entre equipes será sempre incentivada, e é esperado que elas se envolvam nos processos umas das outras e trabalhem juntas, especialmente em projetos de inovação e de melhorias.

Entre as grandes vantagens da gestão por processos está a capacidade de produzir com eficiência e qualidade para atender às demandas do mercado e dos clientes, haja vista o compromisso primordial com a excelência da produção. Também se destacam a capacidade de melhorias oriundas das constantes análises e a habilidade de dar respostas mais rápidas às mudanças no mercado.

A otimização do tempo é uma consequência natural de uma gestão baseada em processos, já que as metodologias são recorrentemente estudadas e analisadas para serem ágeis e eficientes. E claro, a qualidade também vai ser um resultado de processos bem estabelecidos.

A gestão participativa também é sinônimo de eficiência

A figura do líder centralizador, ou ainda que não a de um centralizador clássico, mas de um líder que tem a palavra final nas resoluções e tomadas de decisões não existe na gestão participativa. Nesse modelo, as decisões são tomadas em conjunto com a participação dos colaboradores envolvidos na organização.

Este modelo é comum em empresas grandes, nas quais delegar é uma necessidade mais do que uma vontade, mas que também pode ser adotado em empresas de médio e pequeno porte. Para seu funcionamento completo, são necessários colaboradores que conheçam bem a empresa, estejam comprometidos e sejam capacitados para desempenhar suas funções.

É o modelo ideal para quem quer investir no potencial humano dos colaboradores, incentivando-os a produzir mais e explorar suas faculdades criativas. O líder passa, portanto, a ter um papel motivacional da equipe e da gestão de planos de carreira, cargos, contratações e especialização de seus colaboradores. As decisões são tomadas em conjunto com a equipe.

“A maior habilidade de um líder é desenvolver habilidades em pessoas comuns.” Abraham Lincoln.

Que tal? Qual modelo você acredita ser mais viável para o seu negócio? Você pode sempre retirar ideias de cada um deles, mas definir um modelo e firmar o compromisso de levá-lo à frente é importantíssimo.

Como esta é apenas uma introdução, aprofunde-se no que tiver mais a sua cara e a do seu negócio. E conte sempre com as dicas que a ACMinas traz para você aqui no blog!

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