Associação Comercial e Empresarial de Minas

Notícia

Sexta-Feira, 01/09/2017

Novo empreendedorismo, a solução para a crise do emprego

A busca de soluções para a crise do emprego, objeto de nova reunião do Clube de Ideias, realizada dia 31 de agosto, convergiu para uma constatação unânime entre os participantes: o atual modelo está esgotado e precisa ser substituído por um novo empreendedorismo, fundamentado no trabalho e não mais no emprego. “Trata-se da transposição de um conceito antigo, o do especialista, para o do futuro, que é o do empreendedor”, explicou o professor e consultor Fernando Dolabela, convidado especial do encontro e criador, no Brasil, de programas de ensino de empreendedorismo na educação básica e universitária e autor de nove livros e dois softwares sobre o tema.

 “A diferença”, explicou, “está em que o especialista resolve problemas usando conhecimentos dominados enquanto o empreendedor resolve problemas inovando. Ser empreendedor envolve ter um sonho, uma meta, e que se vai fazer para transformar o sonho em realidade e é a única arma que se tem contra o desemprego.”

Dolabela afirmou também que o novo empreendedorismo envolve uma atuação em redes. “Nelas, as pessoas com o mesmo interesse formam grupos afins, multidões se aglomeram espontaneamente, o mundo social diminui de tamanho, aproxima e transfere energia aos indivíduos”, disse. “Surgem mais oportunidades, mais caminhos. Um modelo de rede, que tem se replicado, vem da Coreia: nele, uma grande empresa aumenta o lucro apoiando 100 mil, 200 mil microempresas que são suas fornecedoras. Mas para se chegar a redes como esta é preciso haver educação empreendedora, que deve ser inserida nos currículos da educação básica, dos quatro aos 17 anos, do ensino profissionalizante e por meios de parcerias com foros locais de desenvolvimento, prefeituras e outros empreendedores. No ensino superior, com a formação de hubs de empreendedores”, concluiu.

 Para João Batista Pacheco, diretor da Ânima Educação, a reforma trabalhista recém-aprovada no Congresso é um fator de estímulo ao empreendedorismo. “A desengessar as relações de trabalho, eliminando uma série de dispositivos legais ultrapassados, ela favorece, por exemplo, a terceirização, um fator relevante de estímulo à criação de pequenas empresas”, disse.

        


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