Associação Comercial e Empresarial de Minas

Notícia

Terça-Feira, 25/07/2017

MPEs e médias reivindicam regras melhores

Fonte: Diário do Comércio

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está estudando uma forma de realizar o financiamento direto com o tomador do crédito, no caso de micro e pequenas empresas (MPEs) e médias empresas. A ideia é eliminar da operação a intermediação do agente financeiro ou bancos privados, que exigem garantias reais de até 130% do valor do empréstimo das empresas desses portes.

A informação foi dada pelo gerente da Área de Operações Indiretas do BNDES, Caio Barbosa Alves de Araújo, ontem, durante evento promovido pela Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), na sede da entidade, em Belo Horizonte. No evento, foram debatidas alternativas frente as dificuldades encontradas principalmente por médias empresas para contratar empréstimos.

“Eventualmente, nossa ideia é que o banco consiga emprestar diretamente para estes tomadores. Isto está no pipeline do BNDES, mas é uma coisa de médio a longo prazo”, afirmou Araújo. Segundo ele, a instituição sempre se valeu dos bancos convencionais para chegar aos clientes porque não tem agências bancárias e nem a capilaridade dos bancos privados.

O gerente do BNDES detalhou que a ferramenta de acesso direto para empresas de médio porte deve ser implantada de forma digital e on-line, mas ainda não há uma data prevista para o programa começar. Entretanto, enquanto o BNDES não disponibiliza o sistema, Araújo revelou que a instituição trabalha de outras formas para tentar viabilizar empréstimos especialmente para empresas de médio porte.


Fundo - “O banco tem um fundo garantidor de investimento, o FGI. Esse fundo tem sido usado em linhas de capital de giro para MPEs e médias empresas. O BNDES se utiliza de agentes financeiros e o risco da operação de crédito é deles. Não temos como criar regras em relação a exigências de garantias, que ficam a critério dos agentes, mas o FGI tem o objetivo de reduzir o risco para este agente e, por consequência, o nível de exigência de garantias também é reduzido”, esclareceu.

Entre outras ações que o BNDES implantou para ajudar a tomada de empréstimos por empresas de médio porte está a igualação das condições das linhas disponíveis de MPEs e médias empresas, desde dezembro do ano passado para cá.

Garantias - O presidente do Conselho Empresarial de Indústria e Energia da ACMinas, Ailton Ricaldoni Lobo, defendeu a flexibilização das garantias. “O que estamos tentando discutir é como poderia ocorrer uma flexibilização das exigências. Um empréstimo onde se exige uma garantia real de 130% também deveria ser mais barato. Queremos sensibilizar entidades financiadoras a serem menos rigorosas ou criarem alternativas viáveis para empresas que se mostrarem sadias financeiramente tomarem os recursos”, explicou.

Segundo ele, para fazer frente ao crescimento dos negócios e desenvolvimento de novos produtos, as empresas precisam de financiamento, mas esbarram em uma situação que pode inviabilizar o empréstimo. “Para a obtenção dos recursos, a exigência é de uma garantia real de 130% do valor da operação. Isso inviabiliza a tomada do recurso. O recurso existe, a empresa está disposta a pagar juros altos, mas a garantia real impede”, lamentou Lobo.


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