TAXA SELIC 2017, UMA BREVE ANÁLISE

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Por Leonardo Faria Lima – Departamento Econômico ACMinas

Comportamento da Selic
 
Em 2017, a taxa Selic sofreu uma queda acentuada, dos 13,75% de 2016 para 7,00% ao ano. Foi o menor patamar da série histórica do Banco Central, iniciada no ano de 1986. Anteriormente, o menor percentual havia sido registrado em outubro de 2012, quando o indicador chegou a 7,25% ao ano.

No entanto, é relevante explicitar que o ciclo de reduções teve o início em outubro de 2016, fase marcada pelo aprofundamento da recessão econômica (aumento do desemprego, queda abrupta da produção industrial e arrefecimento dos investimentos, entre outros fatores). Considerando os três últimos meses de 2016 e o ano de 2017, o a Selic passou por dez reduções ininterruptas, levando a taxa a uma queda acumuladas de 7,25 pontos percentuais no período (de 14,25% para 7,00% ao ano).

A execução da política monetária expansionista foi impulsionada levando em conta a estratégia de utilizar a taxa de juros (com a decorrente ampliação do mercado creditício e do consumo) como instrumento para reativar a atividade econômica. Além disso, a significativa redução dos preços dos alimentos registrada em 2017 também contribuiu para o fortalecimento desta política, ao possibilitar que a inflação permanecesse em patamares baixos.

Durante o ano, as perpectivas mensuradas pelas principais instituições do mercado financeiro do país foram condizentes com as medidas executadas pelo Banco Central. Para 2018, o mercado acredita em novos cortes na taxa.





Entedendo a Selic

A taxa Selic, também denominada de taxa básica de juros ou primer, é a mola mestra da política monetária e econômica brasileira. Ela direciona o comportamento das taxas de juros praticadas pelo mercado. Sua meta é definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que se reúne para isto oito vezes por ano. Segundo o Banco Central, a Selic é estabelecida a partir da taxa média ajustada dos financiamentos diários apurados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia para títulos federais.

Por meio da Selic, o governo é capaz de controlar a liquidez da economia, expandindo ou contraindo os meios de pagamentos. Para conter um aumento sistemático do nível de preços (inflação), o governo federal pode lançar mão da elevação da taxa, de modo a reduzir o crédito e, consequentemente, o consumo. Neste cenário, os bancos comerciais optam por comprar títulos públicos ao invés de ampliar a disponibilidade de crédito.

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