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Geração de empregos foi a pauta da primeira reunião do Clube de Ideias da ACMinas

Tendo como tema para análise a geração de empregos, a primeira sessão do Clube de Ideias da ACMinas – um think-tank criado pela entidade para criar e viabilizar projetos de alto interesse da sociedade – teve como ponto de partida apresentação do professor Virgílio Almeida, titular do Departamento de Ciência da Computação da UFMG e associado da Universidade de Harvard, com a qual avaliou os impactos das tecnologias digitais sobre o emprego.

Em sua análise, ele mostrou um quadro preocupante quanto ao futuro de algumas profissões, como aquelas relacionadas com manufatura, comércio e administração, em que a oferta de postos de trabalho vem declinando desde o início dos anos 90, em razão dos avanços na área de automação e, também, pelas mudanças no perfil dos negócios. “Em 2001, entre as cinco maiores empresas globais, duas atuavam no setor de indústria, outras duas em comércio e finanças e apenas uma – a Microsoft – na área de tecnologia. Em 2016, todas a cinco maiores eram do setor tecnológico.”

Dados, o petróleo de hoje

Mudança semelhante aconteceu também em relação ao valor intrínseco do produto oferecido. “O Google”, exemplificou, “dá respostas antes mesmo que se formule a pergunta, o que é possível graças à base de dados sobre os usuários de que dispõe. Seu produto, na verdade, são esses dados que recolhe a cada consulta. Informação, dados, são o petróleo nos dias de hoje”.

Outros exemplos que confirmam a tendência de predomínio da tecnologia digital em todos os setores de atividade são os do Netflix, que em sete anos ultrapassou, em número de usuários, as emissoras de TV a cabo, o pronunciado crescimento da utilização do WhatsApp – em detrimento das mensagens de texto – e a disseminação do uso de robôs em processos produtivos.

“A Fox Comm”, disse, “substituiu o trabalho de 60 mil operários por robôs; a General Motors, que fez idêntica opção estratégica, aumentou em 250% a produtividade; veículos sem motoristas serão uma realidade em 10 anos, quando será um negócio de 2 a 5 trilhões de dólares, e o comércio virtual, em termos globais, já ultrapassou as lojas físicas, e até mesmo estas já recorrem à automação para, por exemplo, fazer a reposição das gôndolas de supermercados.”

Finalizando, o professor apresentou algumas indagações quanto ao futuro: “Quais são os principais obstáculos à criação e implementação de uma estratégia de transformação digital? Quais são os pontos positivos  da sociedade brasileira para buscar esta transformação? O que pode ser feito para acelerar a transformação digital a curto e longo prazo?” Para ele, o principal fator positivo é o fato de a sociedade brasileira ser aberta a novas tecnologias.

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