A Quarta Revolução Industrial – Como ela afetará o seu negócio?

Você já ouviu falar na Quarta Revolução Industrial? Você sabe o que é a Indústria 4.0? Essa nova diretriz industrial já está batendo à nossa porta, no entanto muita gente ainda não se deu conta e não conhece o novo modelo de produção que promete repaginar completamente a indústria, as relações de trabalho e o nosso mundo.

Vamos passar pelas primeiras revoluções industriais para entender um pouco da história e dos processos que culminarão na revolução que nós vamos viver.

Primeira Revolução Industrial

Quando falamos neste assunto somos levados a pensar na Primeira Revolução Industrial, que teve início ainda no século XVIII, na Inglaterra. A principal introdução à época foi disseminar no país a energia a vapor, principalmente em maquinários pesados de diversas indústrias, destacadamente a têxtil.

Segunda Revolução Industrial

A Segunda Revolução Industrial eclodiu em meados do século XIX e apresentou uma série de mudanças em todos os setores da indústria, das quais podemos salientar a introdução da energia elétrica como principal força motriz e a montagem das linhas de produção nos pátios industriais.

Terceira Revolução Industrial

Também conhecida como Revolução Tecno-científica, esta revolução se consolidou na metade do século XX e está marcada, principalmente, pela Internet, pela robótica, pela circulação das informações (especialmente graças à Internet) e pelos satélites.

O antigo modelo de produção em massa da Segunda Revolução Industrial, conhecido como fordismo, é substituído pelo Toyotismo, caracterizado pela produção sob demanda. Destacam-se também a especialização no trabalho industrial e a ascensão do mercado financeiro.

A Quarta Revolução Industrial ou Indústria 4.0

Agora que já entendemos, de forma sucinta, as principais transformações pelas quais a indústria passou em suas fases de clivagem e que ficaram conhecidas como revoluções, podemos chegar ao conceito de Indústria 4.0 e explicar por que ela será a Quarta Revolução Industrial.

O termo Indústria 4.0 começou a ser cunhado na Alemanha, em 2011. A iniciativa privada e o governo alemão começaram a discutir o conceito e traçar estratégias para adentrar nesse novo modelo de produção que pretende trazer a completa digitalização da manufatura por meio de três conceitos primordiais: Internet das Coisas, sistemas cyber-físicos integrados e Computação em Nuvem.

O que é a Internet das Coisas?

A ideia por trás da Internet das Coisas, também conhecida como IoT, do inglês Internet of Things, é conectar a maior quantidade de itens possíveis à Internet com o objetivo de coleta e fornecimento de dados por esses objetos. Esses dados serão recebidos e enviados para locais específicos, com várias finalidades.

Existem muitos exemplos possíveis de aplicação da Internet das Coisas no cotidiano. Um dos mais trabalhados por cientistas, na atualidade, e muito aguardado pela população que imagina o potencial de segurança que essa tecnologia pode trazer, é a integração dos automóveis pela Internet.

Com todos os carros conectados à Internet e integrados em um mesmo sistema, os veículos podem enviar informações uns aos outros sobre o tráfego, por exemplo. Em uma configuração ainda mais complexa, os automóveis podem se guiar de forma autônoma, de forma que os sistemas de direção inteligente de cada um deles se comuniquem com os demais veículos, evitando completamente quaisquer riscos de colisões e acidentes.

E a computação em nuvem?

A computação em nuvem é, entre os três pilares da Indústria 4.0, no mundo atual, o que está em estágio mais avançado de implementação e o mais difundido e utilizado com eficiência.

Computação em nuvem refere-se ao armazenamento de informações e dados em nuvem. Isso quer dizer que os serviços de armazenamento de dados são feitos na Internet, em um servidor externo, ao invés do tradicional armazenamento em servidores físicos locais.

A nuvem permite acesso aos dados de qualquer lugar. Além da melhoria do acesso, há também uma forte compensação do ponto de vista ecológico, com economia de materiais pela dispensa da construção de novos servidores físicos de armazenagem de dados, por exemplo.

A nuvem deve receber, automaticamente, as informações produzidas pelos objetos via Internet das Coisas, armazená-las e disponibilizá-las para outros objetos e pessoas que necessitem dessas informações e vão interagir no processo. Ela também vai fornecer às “coisas”, dados internos e externos captados de outras fontes e que sejam relevantes.

Alguns exemplos de serviços de armazenamento em nuvem bastante conhecidos atualmente são o Dropbox e o Google Drive, que muitos de nossos leitores já utilizam para guardar informações de forma prática, barata e segura.

Sistemas cyber-físicos integrados

Os sistemas cyber-físicos podem ser entendidos como a sinergia entre o mundo virtual e o físico. Nestes sistemas, os elementos computacionais são coordenados com sensores externos ao objeto, captando informações do mundo físico.

Isso torna esse objeto, máquina ou robô, capaz de obter e emitir informações a respeito da sua interação com o meio. O sistema virtual integrado deve ser capacitado para receber essas informações, interpretá-las e utilizá-las para os fins necessários.

O que for produzido com base nessas interações com o ambiente, também deve ser enviado para a nuvem, deixando essas informações disponíveis para utilização e análise de outras “coisas” que estejam interligadas com esse objeto.

indústria 4.0

A interconexão dos elementos e a smart factory

A Indústria 4.0 tem um caráter de smart factory. Isso quer dizer que ela atua de forma inteligente e 100% integrada, com máquinas, robôs e humanos compartilhando informações e interagindo através da Internet.

Para ilustrar a integração dos pilares da Indústria 4.0, as informações produzidas por uma máquina, por exemplo, através de seu sistema cyber-físico, são disponibilizadas na nuvem para que estejam ao alcance de todos os outros mecanismos envolvidos no processo dessa indústria.

A Internet das Coisas contribuiu em dar a uma máquina a capacidade de remeter as informações para circularem e serem utilizadas por outras máquinas envolvidas, através de um armazenamento em nuvem.

O potencial das resoluções e da produtividade industrial com a digitalização e autonomia do processo de produção promovido pela Indústria 4.0 é enorme. Você pode visualizar no vídeo a seguir uma simulação de como as máquinas trabalhariam compartilhando informações e controlando umas às outras:

O objetivo final da Indústria 4.0 é ter seu processo 100% autônomo e robotizado, sem a necessidade de interpretação humana sobre os processos. As mudanças e as atualizações poderão ser decididas e executadas pelas próprias máquinas e robôs.

A intercomunicação dos dispositivos alinhada à inteligência de seus sistemas utilizará todas as informações disponibilizadas no sistema de nuvem, sejam elas internas, coletadas no ambiente de produção, ou sejam externas, em toda sua diversidade.

As informações externas que forem relevantes, devem ser inseridas na nuvem de forma também automatizada, como por exemplo, atualizações sobre o tempo para indústrias agrícolas, que podem ser obtidas na Internet.

Números e expectativas para o futuro

Atualmente, apenas 1,6% da indústrias brasileira está digitalizada e pelo menos parcialmente inserida nesse novo modelo, mas o quadro promete uma mudança rápida. Em uma década, a previsão da Confederação Nacional da Indústria, CNI, é de que a Indústria 4.0 atinja 21,8% das indústrias nacionais.

Há ainda a promessa de eliminar os acidentes de trabalho e a realização de atividades não produtivas. Devem ser utilizados todos os conhecimentos possíveis para maximizar a produtividade, o aproveitamento de matéria-prima e os lucros. Projeções como esta do ABDI apontam uma economia de até R$ 73 bilhões anuais para o Brasil com a adoção destes conceitos de digitalização.

E você, o que acha da Indústria 4.0? Concorda que ela será a Quarta Revolução Industrial e enxerga essas mudanças de forma positiva ou negativa? Comente!

COMPARTILHAR:

COMENTÁRIOS:

Deixe o seu comentário!